segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Opposite
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O caminho da lagrima
Não seja o olho,
Repressor da lagrima doce
Que cai como se fosse
O alivio liquefeito
Ou um rio estreito
Por onde vai também a dor
E escorre em gotas claras
E se perde em vargas Raras
Sobre a face passeando
Nos lábios desaguando
Ou no queixo esmorecendo
Vai a lagrima morrendo
Para que seu lugar seja tomado
E seja o pranto então formado
Por outras lagrimas cadentes
Traçando rumos diferentes
Mas com a mesma intenção:
Externar a emoção
Há muito aprisionada
Ou logo libertada
É o caminho se forma
Quando a doralivio se torna
Ou a alegria que transborda
Assim que o amor acorda
O Sentimento se condensa
Acalmando a angustia imensa
Ou à felicidade dá vazão
Na Hidrovia do coração
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Você
Você que me põe num altar
E não consegue me amar
Por não chegar até mim
Me toca inteira
Mas de nenhuma maneira
Aproxima seu coração
Tenta adivinhar
Tudo o que eu vou falar
E constata erro no fim
Você que me põe na cadeira
Faz-me desordeira
E depois me diz “não”
Me deixa sem ar
E que me faz desmontar
Em lençóis de cetim
Atira-se a quem queira
Mas volta e me cheira
E diz que é sem intenção.
Você que até erra o traço
Mas não perde o compasso
No caminho pra me achar
Você que me vê tão exata
Faz-me insensata
Tira-me a razão
Você que não cria laço
Invade meu espaço
Sem desejo de ficar
Meu desejo acata
E minha volúpia desata
Sucumbe a paixão
Você que num ultimo abraço
Se refaz do cansaço
Mas insiste em me deixar
sábado, 4 de dezembro de 2010
Aleatório
Escrevendo aos poucos
Detalhes separados
Destinos cruzados
Tornam-nos tão loucos
Razão perdida
Idéia interrompida
Retalhos de texto
Relato funesto
Fagulhas pingadas
Do brilho da vida
Estradas cruzadas
Clichês sem saída
Estrela cadente
E criança inocente
Juntando pedidos
Seguindo ruídos
Em becos escuros
Finais encontrados
Por trás desses muros
E dos olhos cerrados
Mas não se desprende
O ciclo infinito
Nem sempre bonito
Não se compreende
Do que isso se trata?
E que historia relata?
Virado ao avesso
Sem fim nem começo
domingo, 21 de novembro de 2010
Esquecer-te, deixar-te, perseguir-te
Mato a fome que me consome
Mato o tempo que me foi dado
Mato a sede que agonia
Mato a curiosidade que angustia
Somente A saudade de ti
Que não me é permitida matar
O desejo de ver-te
Não me é permitido realizar
Contenho as lagrimas
Pra enganar-me
Forte quero parecer,
Não pro mundo
Nem pra você,
Mas eu mesma quero acreditar
Que forte sou,
E não me permito chorar
Ao menos não por ti,
Que a mim renunciaste
Mas acho pequenas outras coisas
As quais dedico meu pranto,
Isso quando ele vem.
Contenho As lagrimas
Pra forçar-me
A não sentir e não cair
A não pensar e não falhar
Nessa tentativa vã
De tirar-te de meu pensamento
O ócio, companheiro inútil
Na arte de esquecer-te
Perseguir-te torna-se um habito
Nas minhas tardes desocupadas
Olhar-te estático no retrato
Sem teu cheiro sentir
Ler suas palavras num relato
Sem tua voz ouvir
É maneira de me sentir perto
Mesmo que me lembre da distancia
Nessa paradoxal tortura
A qual me disponho
Apenas pra prender-te
Um pouquinho mais dentro de mim
Não deixas minha mente
Não deixas vago o meu coração
Embora tenhas há muito deixado.
No fundo eu sei que é egoísmo
Querer lembrar-te de mim
Só porque de ti não esqueço.
Espero que releve
Minha insistência e perseguição
A culpa é toda da paixão
Que me despertastes e agora
Obrigas-me a deixar ir embora.
domingo, 10 de outubro de 2010
noite de homem só
Que a luxuria não me atraia
E minha mente não me traia
Nos hiatos dessa historia
Nas horas de pouca gloria
Onde me encontro com a carência
E perco um pouco da decência
Misturo-me com a escória
Procurando uma vitoria
Que seja régia ou vadia
Mas traga-me alegria
Que seja paga ou emprestada
Mesmo que seja roubada
Aceito de bom grado
Este romance encenado
É nessa ilusão que crio
Que passo os dias vazios
De quando você me deixa
E partindo se queixa
De não ser mais tão amada
Ou por não ser tão desejada
Mas me mata a abstinência
Causada por tua ausência
Persigo paixões falsas
Sem o glamour das nossas valsas
Tento achar substituta
Não é nobre minha conduta
É o caminho que eu faço
Quando é vago o teu espaço
Ao meu lado em nossa cama
Fazes falta, minha dama.
E sozinho mais uma noite findo
Olhando a lua partindo
E trazendo o amanhecer
De mais um dia sem você.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Insonia
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A Saudade e o Tempo
Meu tédio é tua ausência
E eu me esqueço da decência
Na hora de te contar
Da saudade que se forma
Do desejo que me toma
De ouvir você falar
Ritmado como um canto
E eu, que gosto tanto
Do som doce da sua voz
E da sua risada alta
Penso, sinto a sua falta!
E o tempo contra nós
Tempo que passa arrastado
Quando não estou do teu lado
Tempo que corre ligeiro
Sempre que estou contigo
Meu amante ou meu amigo
É tão gostoso o teu cheiro!
E sempre que eu te vejo
É imensurável o desejo
De que o tempo então congele.
E o medo da saudade
Que gera tanta ansiedade
Por sentir de novo a tua pele.
E cada nova despedida
Faz-se um pouco mais doída
Por eu ter que me apartar
De quem habita meu pensamento
E faz o tempo correr mais lento
Por eu ter que esperar
E a saudade faz com que eu peça:
- Tempo, corre depressa!
Para que o dia chegue logo
Chegue logo esse dia
Que não agüento a agonia
A quem ouvir eu rogo
Que não demore muito mais
Porque isso não se faz,
É muito tempo sem te ver!
aceitação
Caber numa veste
Eu não quero ser encaixada
Não desenhe pra mim
Um vestido de festa reluzente
Quero me apresentar nua
Olhe pra mim
E pro que eu sou
Não procure em mim
Faces já pintadas
Não queira encaixar em mim
Figuras entalhadas
Não tente me aprisionar
Em molduras já pregadas
Não quero simplesmente
Passar no teste
Não quero ser examinada
Não prepare pra mim
Um modelo permanente
Troco as fases como a lua
Olhe pra mim
E pro que eu te ofereço
Não exija de mim
Mais do que o meu apreço
Eu sou assim
Exatamente como pareço
Não queira me ajustar
Não me vire do avesso
E eu não quero simplesmente
Sanar a sua peste
Não quero ser só usada
Não espere de mim
Um auxilio competente
Minha habilidade é ainda crua.
Então
Olhe pra mim
Só pelo que eu sou
Não pelo que posso ser
Queira de mim
O que eu já te dou
Não tente me prever
Não venha me padronizar...
...E goste de mim
Mas só se quiser gostar.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Olhos do Caos
De um lado pro outro, corre
Não pára pra pensar,
Não pensa pra dizer,
Não diz pra fazer,
Faz!
Sente apenas
Vê a bagunça. Arruma.
Ela já chorou
Ela já pensou
Ela já impediu.
Ela levou um tempo
Mas arrumou a bagunça
Ela levou um tempo
Mas arrumou o pensamento
Levou tempo demais
Preocupando-se
Levou tempo demais
Contendo-se
Passou tempo demais
Perdida numa escuridão
Achava que era o caos
Achava que sua vida era um caos
O fio de força nunca lhe abandonara
E foi o que bastou pra abrir os olhos
E tudo estava limpo
Abriu os olhos
E não era mais difícil.
Abriu os olhos
E tudo estava no lugar correto.
Abriu os olhos
E enxergou o caminho
E no meio do caminho
Abriu os olhos e viu
Outros olhos,
Verdes!
E depois de levar tanto tempo
Arrumando
Depara-se com o caos novamente
E bagunça tudo de novo,
Mas ela conhece o caminho
Os olhos castanhos estão abertos
Os verdes é que parecem ainda não enxergar
Os verdes parecem não querer abrir-se demais
Seria medo da luz?
Os olhos verdes são belos
Se refletissem a luz
Ainda mais belos seriam
Ela atreve-se a olhar,
As engrenagens amêndoas
Dentro dos olhos verdes do caos
E o mundo volta a bagunçar
Engrenagens hipnóticas.
Estava tudo tão arrumado
Estava tudo tão controlado
E eis o caos dos olhos verdes,
Os olhos verdes de anéis amêndoas
Que bagunça! E bagunça.
Mas não põe medo mais.
Mas a bagunça já não preocupa mais
Já não há mais medo em abrir os olhos,
E seguir o resto do caminho
Entrega-se ao caos, mesmo que
Só por alguns momentos
Mesmo que só por um raiar de sol
Entrega-se, sem pensar no dia seguinte
Sem saber o fim.
Sem se preocupar.
E o caos não é concreto
É abstrato e incerto,
E indomável.
E ela olha as esmeraldas
De anéis amarelados
E deseja sem se importar
Com o próximo dia
As toma pra si
Só por aquele momento
Porque ela sabe que
Não pode perdê-las
Porque não as tem
Mas as deseja.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quem sou eu?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
eu
sou vaga qdo falo
sou vaga qdo penso
sou vaga quando olho
meu sorriso é vago
minhas intenções tambem.
voce não consegue captar
as ondas emitidas pela minha emoção
é demais pra vc...
voce simplesmente não consegue
e não é sua culpa
é culpa da minha sutileza ou
da minha maldade
que, erroneamente, planta em
seus pensamentos fatos inexistentes
ideias inconcebíveis.
voce tem que compreender o subentendido
pra me conhecer
eu sou má, mas não me declaro assim
logo de inicio
mas em algum momento voce percebe
e é sempre tarde demais
voce já me ama
e o fato de eu ser má já não importa mais
ou voce ja me odeia, e me odeia por algum
dano que eu tenha te causado
e o fato de eu ser má já não
é um aviso prévio
eu sou interessante, mas
voce está muito dopado pra notar
e eu muito distraída pra demonstrar
eu sou...
tantas coisas que nem mesmo eu sei
eu tenho tantas faces que ainda
não conheço totalmente
o ser que sou eu.
inveja, tédio, egoísmo
dos seus passeios
das suas felicidades e alegrias
não me conte dos seus amores
dos seus beijos
dos seus namoros ou casamentos
não me conte dos seus trabalhos
das suas tarefas
dos seus salarios, dos aumentos
não me conte da sua escola
dos seu estudos
das suas apresentações ou notas
não me conte da sua vida
do que te acontece
do que vc faz ou dos seu planos
não me conte do seu progresso
dos seus elogios
dos seus artigos ou publicações
não me conte do seu corpo
das suas medidas
da sua beleza ou visual
não me conte nada de bom sobre você
nem sobre ninguem
porque eu estou recluso
trancado em um tedio mortal
em um quarto de marasmo
alimentado a fel
não me conte nada, simplesmente porque
eu não quero saber, eu não me interesso
eu estou olhando a vida passar
e agradeço se não me perturbar
a felicidade alheia não me anima
eu sou egoista demais
pra querer saber de voce.
sábado, 29 de agosto de 2009
Sem Resposta
escolhi andar, mesmo que sem rumo...
eu poderia até voltar agora, mas eu insisto.
talvez por curiosidade, em ver qual será o fim,
talvez por comodismo, não por comodismo acho que não,
minha intenção foi justamente sair disso...
talvez por necessidade de novas sensações mesmo...
eu sei que não vou voltar atrás... mas penso,
por que não consigo evitar... os pensamentos vem.
eu deixo que eles fluam, que passem livres pela minha mente.
ateh que cessem por eles mesmos.
já não luto pra afastar pensamentos porque eles jah não me encomodam
não tento mais arrumar soluções
tudo tem se resolvido...só me sinto meio sem rumo
indo... indo...
mas em rumo a lugar nenhum...
claro, o que quero dizer não eh que estou "andando em circulos"
não, não é isso
digo que estou indo sim para algum lugar, só não sei pra onde
não sei pra onde meus passos me levarão.
por isso desta vez, desta unica vez decidi arriscar
ver como era estar sem destino, não ter o pleno controle.
um teste? um jogo? pode ser...
mas quero ver até onde vai... até onde EU vou
eh uma situção nova...um misto de sensações, sem controle,
não enxergo o fim ainda
não sei o que vai acontecer depois, mas eu "pago pra ver"
vou ver onde vou parar
Paciência
pedes-me paciência.
uma virtude que não tenho.
eu temo.
mas o que é uma loucura para mim?
ah como eu queria dizer...
mas eu queria poder te dizer...
a loucura seria te dizer...
domingo, 16 de agosto de 2009
doce estranho
sexta-feira, 26 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
um sonho
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Não se deixe enganar (the player)
Egocentrica
quarta-feira, 11 de março de 2009
a realidade é por demais cruel
por que dói acordar, quando meu sonho é teu.
a realidade é por demais cruel
e eu não consigo suportar.
mergulho em outro mundo
a tentar encontrar-te.
em vão.
já não estás mais.
há muito deixei
e eu... páro.
sem crer...sem entender.
a força tento que saias de meus pensamentos...
sem sucesso, continuo a esforçar-me
pra me convencer de minha tolice.
e tu continuas em minha mente.
com quais intenções?
***
didn't know how much it would hurt me
i can't see, i ignore the lights. i
don't know where to go now
my feelings, took me over
my feelings, worse than hangover
i .... wish could fight
i... can't believe my eyes
hidden fears coming up again, I
didn't know they were still there
my heart desire to stop but
i still can breathe
i .... wish could fight
i... can't believe my eyes
i can't believe i see you now
happy without me
i cry in blood cause i'm all hurt
you hurt my heart, i let you do it
i did...
and now even through my eyes
my blood flows
i can't stand the pain,
my bloody tears were all in vain
esperança
é uma nova guerra,
uma nova batalha,
q está pra ser vencida.
As lutas são mesmo parecidas
mas não são iguais
e não têm finais iguais.
e esta vitoria é certa.
porque cada uma
a gente luta diferente,
tem novos golpes
usa novas armas
e se prepara mais.
nada se repete.
parece pros olhos
de visão turva,
mas pra nós,
que bem vemos,
é visivel q nada se repete.
e que dessa vez a vitoria é certeira.
de quebrar meu pensamentos positivos
de agora em diante é uma corrente
de cada dia,
a cada sol,
a cada lua,
tudo dará certo pra mim,
e pra vc tambem
se assim o desejar.
e porque a boa sorte nos rodeia
e eh o principio de um novo ciclo
porque eu tenho poder nos olhos
e o q eu quiser eu consigo
porque eu acredito,
a cada dia renovo a minha certeza
e ela aumenta,
eu posso!
então a partir de agora estão todos proibidos
de parar meus pensamentos positivos
e por isso, qualquer racionalismo não me afeta
porque nem sempre ser racional é o melhor caminho
deixo a intuição falar em minha mente
e eu tenho o poder nos olhos
porque nem sempre necessario ser racional
e hoje estão todos proibidos de
ir contra a minha sorte
porque esta é boa e intocável
e eu consigo o q eu quiser!
oração
que a sanidade possa se abrigar em minha mente e a paz em meu coração
que os meus sonhos não me iludam
que a realidade não me desanime
que a lagrima seja livre pra cair
que o sorriso seja verdadeiro
que a tristeza não se aloje em minha mente
que a minha compreensão de mundo não falhe
que a serenidade se apresente
que a dor não se faça minha maior companhia
que a consciencia seja forte em mim, e não permita atos insensatos
que o que procuro seja encontrado
que o que sobra, seja liquidado
que todo o sofrimento se afaste
q que eu tenha força pra lutar contra o que se fizer necessario
e encontre as razões que procuro
*Ana Elisa looking for answers, 5 de novembro de 2007*
eu sou
o choro contido
a vida gasta
a festa terminada
a etapa cumprida
eu sou a asa quebrada
do anjo caído
a mentira contada
o tempo perdido
a verdade negada
sou a criança que chora
o medo escondido
o amor não vivido
a piedade ausente
a insegurança crescente
o olho fechado
o desejo falido
choro inaudível
o brilho invisível
a ilusão alimentada
eu sou o coração ferido
o sangue vertente
de uma carne inexistente
a tragédia narrada
a emoção forjada
a corrida ofegante
a preguiça constante
a maldade alastrada
a crueldade perdoada
a face envergonhada
eu sou o drama encenado
ao expectador cego
a cena cortada
o ato não realizado
a fama anônima
eu sou a mistura de tudo
a inconstancia gritante
a voz calada
o incômodo sentido
o sentimento exposto
paradoxo urrante
e quem sou eu então?
uma eterna duvida...
em busca po suas respostas...
esperando não encontra todas
antes do dia em q se findará sua vida
pois se encontro antes do fim todas
as respostas...
o que farei ou pensarei daí em diante?
será essa a minha duvida... então
não terei esclarecido todas.
Ana Elisa - onze de março de 2009
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
olhar teu
por num breve momento
ter te chamado a atenção
doce cheiro que trazes,
e a graça que fazes,
não podem ter fim,
hipnose pra mim.
me confundes ao falar
e me impedes de pensar
porque assim tão de perto
me esqueço o que é certo
me encantas, me tentas
vivo tantas tormentas
por olhar-te assim
te desejando pra mim
se um dia me olhares
talvez não exista nada mais
na terra, ou nos 7 mares
que me devolva a paz
se um dia me olhares
como te olho agora
me prenderás certamente,
e não irei mais embora
que manda acariciar a tua face
o vento vem pra te tornar proxima
é a maneira do céu te tocar
e a chuva vem pra te cobrir
não reclama da sorte
tudo se movimente agora a teu favor
mexa as peças
olhe o céu, mas não durma
a noite não tarda
o dia escurece
e onde está ele?
estaria a tua procura?
estaria em longe de ti?
como saber?
não o procuras
tu não o procuras
por que não o chamas?
o que ele diz?
e agora onde está? o coração ainda procura? procura o caminho?
não sabemos...
e sentes como se estivesses caminhando no escuro...
e é uma sensação nova esta.
pisar em solo desconhecido...
os olhos já falham
não querem mais enxergar.
As lagrimas cessam, não por completo, mas pausam.
não corras... não fujas! perdeste tempo de mais não acha?
o coração escolheu seu caminho, escolheu IR, mesmo sem saber pra onde
a terra firme jah não mais o satifaz, a imobilidade cansa.
resolve então ir.
os fatos ditam o percurso, a rota eh desconhecida, e o destino
ainda não existe. o destino somente se fará certo quando chegarmos.
...
e já não há motivos pra continuar te seguindo
não há motivos pra continuar me escondendo
e não há motivo pra continuar secretamente te observando
mas eu contiunuo agindo assim
porque não preciso de motivos
nem de ver sentido
ando agindo por conta de uma loucura controlada
os olhos me torturam
a fala me condena, me atrapalha
os ouvidos me confundem
os sentimentos se confundem
os pensamentos se descontrolam
e de nada adianta pensar, não entendo.
de nada adianta procurar, não encontro.
não adianta esperar, nunca chega.
e nem adianta perguntar, pois ngm responde
e a duvida é eterna
o medo constante
e tudo pára.
domingo, 12 de outubro de 2008
...
meu grito mudo,
já que são todos surdos.
de que me adiantaria usar a voz?
já não vale a pena me ouvir.
já não pergunto mais.
eu ouviria a mesma resposta,
que eu sei que é a correta,
e que eu ignoro por pura estupidez,
então me calo.
até mesmo porque se continuasse a falar
não me ouviríeis.
minha voz lamentosa,
meu choro doloroso,
se tornaram algo secreto.
até quando grito o faço em silencio.
sufoca!
posso eu arrancar meu coração?
volto a rir, pra que não desconfiem,
volto a distância, pra não me apegar demais.
volto a machucar os outros,
pra que não me machuquem,
volto a frieza, pra não chorar por calor
volto a me defender da minha propria essência,
dos meus proprios sentimentos.
lembrei agora que só eu posso me suportar e
que só eu sou obrigada a isso,
e meu choro se torna seco.
meus olhos impiedosos e desdenhosos
e nada disso é por maldade,
é por defesa!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
recomeço
lagrimas
sem pretensão de conter gritos,
elas caem.
e qdo caem são sofridas,
cicatrizando as feridas,
foi o remedio q eu arranjei.
lagrimas secas rolando numa face atordoada,
os olhos tristes jah não enxergam nada,
só existem pra chorar.
gritos silenciosos por um coração de pedra,
parece forte, mas facilmente se quebra,
cansado, cansado, quer parar.
mas a mente funciona,
a respiração insiste,
e o grito que aprisiona
quer mostrar que existe
o coração cansa.
mas as lagrimas não cessam
e os segundos se apressam
o tempo do choro acabou
antes que perguntem
antes que comentem
as lagrimas secam, não somem. secam.pois ainda estão lá
estão sempre lá
esperando para poderem voltar a cair...

